LEONORA FINK
1963 - CURSO TÉCNICO DE DESENHO DE COMUNICAÇÃO
 
O instituto de arte e decoração (iadê), único em São Paulo, propõe-se inovar o que se entende por decoração. De resto, é uma escola como qualquer outra do genero que se preze: temprojetos, projetores, papéis e professores. Tem também mais alunas do que alunos.
Neste ano vinte pessoas, das oitenta formadas pela escola, preparam-se para fazer concorrência aos tipos de decoradores existentes na praça:
Há os verdadeiros profissionais, formados na sua especialidade, que exercendo a profissão liberal ganham de 100 a 500 mil cruzeiros por mes, "são os genios especialistas que cobram um dinheirão."
São pessoas de "bom gosto", que não desenham, mas só escolhem peças, isto é, são os decoradores sociais muito em moda nos Estados Unidos.
Há ainda os que se intitulam, mas não são decoradores. Marceneiros, tapeceiros, geralmente de nome estrangeiro ao qual devem o êxito, incluem-se nesta categoria.
Finalmente, há os decoradores formados pelo iadê.
Estes desejam transformar a função social do decorador que, ao contrário dos demais, encaram como a maneira melhor de resolver problemas práticos. É assim que se dizem antes técnicos que artistas.
Nesse espírito de inovação, os alunos definem o que entendem por decoração: "Decoração tem por princípio defender as necessidades básicas do indivíduo, isto é, funcionalidade, conforto, e estética decorrem da função." Consequência: A decoração de interiores deve ser feita para o cliente morar e não para achar bonita, no caso de ser decoração de residência, bem entendido. Deve portanto atender às suas necessidades, à sua maneira de viver.
As fotos apresentam aspectos da escola: alunos na aula de desenho.

Maria Izabel Franco com professor Chaves, em avaliação do projeto de uma cadeira desenhada por ela (esquerda), na foto a outra cadeira é design de Ítalo Bianchi

1963

voltar a busca


ver ampliado

voltar a busca